sexta-feira, 25 de maio de 2012

Terceirão ♥


Não sei quantas vezes acordei antes das seis da manhã pensando: não aguento mais essa vida de estudante. Depois de anos e anos de uma carreira escolar não muito brilhante mas com certeza cansativa, o terceiro ano do ensino médio me parecia a última etapa de todo aquele grande período de sofrimento. 
Acordar de madrugada no horário de verão, ir pro colégio com a cara amassada, esquecer a carteirinha, morrer de sono durante as aulas chatas, passar a manhã de sábado estudando pra prova a tarde, fazer as continhas pra ver quanto precisava tirar na próxima prova pra compensar o fracasso da primeira, paralela no domingo e ainda um vestibular no final do ano... Enfim, parecia ser o cúmulo da pressão, um sofrimento eterno. 
Mas quer saber? Não foi. Agora que já passou, olho pra trás e vejo que não era exatamente sofrimento, e muito menos eterno. Pelo contrário, passou voando. E apesar de toda a preguiça e cansaço, não existia compensação maior pra isso do que chegar no colégio e ver aquelas pessoas que te faziam rir a manhã inteira na mesma situação que você. Olhar pra cara do seu amigo e ver que ele estava com mais sono ainda, então tudo bem aqueles cinquenta minutos eternos de primeira aula chata. No final das contas, toda aquela pressão se disfarçava com a diversão que a gente tinha. Era rotina dura e cansativa, mas era em boa companhia. E que falta eu sinto disso. Das piadinhas fora de hora, das gracinhas dos professores, dos bilhetinhos passando, da cópia desesperada de tarefas. 
É, faz falta. A gente consegue preservar alguns amigos, manter alguns contatos, mas nada se compara a convivência diária, o abraço de todo dia, a leveza da parceria rotineira. É meio triste essa fase de gente indo embora. Tudo vira nostalgia pura. Mas o momento de deixarmos ir sempre chega, não há como fugir - clichê do destino. O tempo passou, algumas amizades também têm passado. Mas a saudade e as boas lembranças ficam. Vocês foram os melhores!  



terça-feira, 22 de maio de 2012

Louco por você


Ele pode ser um super-homem ou um anjinho a qualquer instante, basta  você falar do que tá precisando naquele exato momento. Ele te enche de presente, dá carinho, atenção, respeito. Oferece colo, paletó, afeto e gentileza. Manda mensagem no meio da tarde, liga pra dar boa noite, te acha a mais foda e a mais bonita de todas as mulheres que já conheceu. Presta atenção na mais simples variação de humor que você tem e sabe exatamente quando algo de errado está acontecendo, até porque não tira os olhos de você. Só falta te seguir e te monitorar 24 horas por dia pra saber o que se passa na sua vida e quais são suas necessidades e desejos e problemas. Te olha com admiração estampada no rosto, de um jeito que você nunca imaginou que seria vista. Perfeito, caso perfeição fosse do que mulheres gostam. 
Sim, às vezes dá uma vontade danada de correr para o abraço dele e dizer que sonhou com isso sua vida inteira e era exatamente de alguém como ele que você queria e precisava. Dá vontade de dizer que, o que toda mulher quer num cara, ele tem. O que não seria mentira caso você fizesse parte do grupo "todas as mulheres" ( e nessa hora vem aquela sensação de que você é uma extraterrestre e tá desperdiçando uma oportunidade que ninguém dispensaria). 
No começo, é tudo ótimo. Você se sente gostada, valorizada, trinta vezes mais mulher. Porque é diferente de ter qualquer bosta te ligando a noite porque tá doido pra fazer sexo com você e só. É bom perceber carinho sem segundas intenções - seja lá de onde ele vier. Nos dias que bate aquela carência irremediável então, ele se torna exemplo vivo de que pra tudo na vida se tem remédio: se não pra curar, pra aliviar.
Porém, quando tudo é lindo demais pra o outro lado enquanto pra você é só bonitinho, não demora muito pra algo dar errado. Porque o que sobra nele, falta em você: interesse. Daqueles de verdade, sabe? Do tipo que te faz sentir um friozinho na barriga e passar o dia se flagrando interessada demais. Você percebe que, diferente do que acontece quando alguém te chama a atenção, aquele cara, por mais ideal que seja, não é o que você quer.
Então deitada na cama no meio da madrugada você se pergunta: por que diabos eu não posso gostar de alguém assim, que gosta de mim? Você se pega pensando no que vai dizer pra ele agora que tá enjoada de ser tratada como uma abelha-rainha e se sente horrível por isso. Como vai explicar que ele é um cara legal, faz tudo por você, nunca te magoa, é amigo, é perfeito MAS não vai rolar?
A única conclusão certa e inquestionável é que, um homem assim, merece respeito. Porque ser louco por alguém e conseguir manter o equilíbrio não é fácil. Fingir paciência e compreensão, menos ainda. Um homem assim merece admiração, sinceridade e gratidão, simplesmente por ser um homem de verdade.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Its not over tonight

Andei reparando que penso em você quase o tempo todo. Tanto que nem tenho tido muito tempo pra escrever. Depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão de que eu gasto tanto tempo vivendo coisas boas contigo, que o tempo que me sobra é muito pouco pra colocar tudo em palavras. É a história feliz mais real que eu já vivi.
Quando paro pra tentar olhar a minha vida pelo lado de fora, vejo que ela tem andado cada vez mais ao lado da sua. E é nas pequenas coisas que eu percebo o quanto você já faz parte de mim. Você tá na minha rotina, nas músicas que eu ouço, nas pessoas que eu vejo na rua. Tá na minha personalidade, no meu jeito de olhar as coisas, na minha vontade de viver. Tudo é você, entende? Quando eu tô em casa fazendo minhas coisinhas, quando eu tô conversando com alguém sobre um assunto que a gente já conversou, quando eu coloco um short mais curto que o normal... É você que tá na minha cabeça. Dá quase pra ouvir sua voz falando "vou te dar um calção decente".
Esses dias encontrei por acaso uma foto nossa do tempo de colégio. E aí eu pensei em como seria se a gente tivesse se encontrado antes. Se encontrado de verdade, sabe? A impressão que eu tenho é que o futuro pode não ser tempo suficiente pra ficar com você. Como se qualquer coisa pudesse acontecer e a gente não pudesse se ter mais. Tá, eu sei que é pra eu parar de pensar bobagem e etc. Mas eu só tô tentando te explicar que seria bom se eu tivesse te encontrado antes. Eu adoraria que você tivesse feito parte do meu passado. Com certeza ele teria sido, no mínimo, muito mais divertido.
Mas deixando o passado e o futuro pra lá, quero te falar que no meu presente você tem feito uma enorme diferença. Eu já te disse que você é o melhor homem que já passou pela minha vida? E já disse também que a sua companhia é a melhor do mundo? Pois é, você é muito mais do que eu consigo explicar.
E tudo isso me leva a crer que eu te amo. Eu te amo perto, te amo longe, saudável e doentinho. Te amo cheiroso, fedido, feliz e triste. Te amo engraçado, te amo bravinho, te amo folgado e te amo gente boa. Eu sei que a gente tá começando a nossa história agora. Sei também que as coisas mudam. Mas tá sendo amor. E vai continuar sendo amor até o dia que a gente não se amar mais. 
Se eu pudesse fazer um pedido pra quando esse amor acabasse, seria: fica. Fica, mesmo se o que você sente for embora. Assim como eu quero muito ficar. Porque no dia em que não existir mais amor, nossa amizade vai ser a minha alegria. Assim como você vai ser eternamente meu primeiro namorado, eu espero que seja também meu melhor amigo. Exatamente como tem sido.

domingo, 13 de maio de 2012

Deixar partir


É engraçado como o verdadeiro valor das coisas realmente só percebemos quando estamos situados à beira da perda. O amarelo torna-se ouro, a amizade torna-se tesouro , o tempo torna-se tudo. Para alguém inconstante e intensa como eu, o tempo é um verdadeiro problema. Um demônio da consciência.
Quando eu quero, quero. Ponto final. Vou atrás, sou manhosa, afetuosa, busco dar o melhor de mim. Quando deixo de querer, sumo. Não quero conversa nem relacionamento estreito. Nada de afeto exagerado. Nada de muitas cortesias. Sem meio termo. Um defeito horrível e sem conserto. Controlo o que falo, controlo o que faço. Posso controlar até o que transmito. Mas o que eu sinto está além do alcance das minhas mãos. Não há mentira, não há disfarce. Só o medo de causar feridas. Afinal, ninguém é obrigado a estar em sintonia com minha situação.Mas durante todas as fases, acompanhando todos os momentos, está o tempo. O perverso não espera. Não liga para o humor, não liga para as necessidades, não liga para os problemas e muito menos para a saudade. Lá está ele, frio e impetuoso. Precipitado mais que eu. E antes que se possa notar, ele leva o que temos no auge de seu valor. É quando ele se mostra mais intenso do que meu coração, mais violento que minhas perturbações.Hoje, a vida está levando embora alguém especial. Um amigo, dos bons. E o tempo acelerando cada vez mais a partida. A despedida chega, os pensamentos também. Quanto tempo eu perdi com essa mania de intensidade e inconstâncias? E, apesar de tudo, lá estava meu bom amigo. Às vezes distante, às vezes ausente. A maioria do tempo presente. Porque presença não existe só de corpo. A presença está na alma, nos pensamentos, nas lembranças, no coração. E mesmo que não haja o toque, há o carinho. Mesmo que não haja o abraço, há o amor. O amor que existe além da distância, além da saudade, além do tempo. Na hora da despedida, não há solução para a o espaço vazio que fica. Mesmo que se disfarce o aperto no peito, mesmo que se segure as lágrimas que estão para cair, mesmo que se ignore o que há pra dizer ou o que foi dito, a hora chega. A hora de dizer adeus. 'Até mais', 'Nos vemos em breve', 'Me liga', 'Nada vai mudar'... São inúmeras as formas de se criar eufemismos para a perda que será sentida. No final das contas, sabemos que nada nos confortará. Abraços apertados e beijos de última hora não compensam o tempo que passou. Promessas de retorno não disfarçam a falta que em breve virá. Mas é tudo o que foi criado para esse momento, o de deixarmos ir. Soltarmos, deixamos partir e seguir.
“E a porta se fecha, o avião decola, o carro parte, os passos precisam ser dados. Entendemos. É a vida. Que segue. Nos vemos em breve.”Estarei te esperando. Senão aqui, em algum lugar. Mas no meu coração você vai ficar. Meu eterno amigo, boa sorte, vou torcer por você. E de alguma forma, sei que estarei contigo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vício de sofrer


Já reparei muitas vezes o dom que algumas pessoas têm pra atrair gente ruim. Aquela gentinha que no fundo você sabe que não vale nada e, ainda assim, insiste em colocar na sua vida. Aquele cara que você sabe que não gosta de ninguém, vai te fazer sofrer e só quer saber de pegar todas, mas que tem alguma coisa de que você gosta e te dá uma moralzinha de vez em quando. Aquela menina que escolhe namorados pela conta bancária, é fútil e sem noção, mas é bonitinha  e na sua visão é melhor do que ficar sozinho. Aquele amigo que só tá com você na hora da balada, aquela amiga que só te deixa pra baixo. Você pode simplesmente escolher se afastar. Mas não, você acha que nasceu com vocação pra ser pisado. Abre mão de uma solidão feliz por uma companhia mais ou menos. Pura carência.
O ditado sempre esteve certo: antes só do que mal acompanhado. A melhor coisa que pode acontecer a uma pessoa é dispensar o excesso de amizades e trocá-lo por poucos e bons amigos. Trocar o homem ou a mulher que te atrai por alguém que te faz realmente bem e que goste de você da maneira que você é. Depois que a gente resolve dar o pé na bunda final em quem nos faz mal, muita coisa muda. Em alguma hora, é necessário perceber que a verdadeira felicidade vem de dentro de você. Ninguém pode te fazer feliz de maneira plena. E aliás, quem coloca nas mãos de outra pessoa a responsabilidade pela sua própria felicidade, merece mesmo passar por umas decepções pra aprender a viver. 
Felicidade é coisa íntima, pessoal. Questão de autonomia, amor próprio, sabe? Não tem nada de egoísta em pensar em si mesmo primeiro e correr atrás de ser feliz. Olhar para trás e reconhecer, com orgulho, as escolhas que fez, as pessoas que deixou, os caminhos que trilhou, as palavras que disse, os abraços que deu, as decisões que tomou. Acho que quando a gente se aceita, a gente muda pra melhor. Autenticidade gera felicidade, é a minha opinião. Seja bondoso com você.
Tem muita garota por aí se rastejando por qualquer mísera promessa de felicidade feita por um completo idiota. Assim como tem muito cara legal dando o mundo por uma biscatezinha sem noção. Chega uma hora na vida da gente que é preciso deixar o vício de ser mal tratado e correr atrás da felicidade de verdade, querer estar junto de quem te quer e te faz bem. Esse negócio de ficar sendo pisado a toa é pura babaquice. Como diria Caetano, "pra não chorar eu só vou gostar de quem gosta de mim"!

terça-feira, 8 de maio de 2012

nego ♥

Eu gosto da leveza disso que a gente tem. Gosto porque primeiro me apaixonei pela sua amizade e, então, pelo homem que você é. Gosto porque nossa conexão foi de alma, coração e corpo. Justamente nessa ordem. O desejo, foi mais além. Primeiro eu quis sua companhia, seu bom humor, sua proteção. Só então nasceu a vontade do seu abraço, seu beijo, sua mão na minha. Uma necessidade de você comigo, em qualquer hora, de qualquer jeito e em qualquer lugar. Estar do seu lado, olhar nos seus olhos e rir com e de você, me faz feliz demais. E hoje, tudo o que eu quero é te fazer feliz como você me faz.

Manifesto contra o feminismo exagerado


Foi no ano de 1968 que o Movimento Feminista revolucionou o mundo em proporções nunca antes imaginadas. É claro que o feminismo não surgiu em 68. Mulheres de épocas anteriores já lutavam contra a dominação masculina e toda a submissão imposta a elas por uma desigualdade de gêneros fundamentalmente cultural. Mas foi no dia sete de setembro de 1968, no protesto conhecido como "Bra-Burning" - "A queima dos sutiãs, em português - que as mulheres conseguiram fazer barulho suficiente para serem ouvidas. E agora, faço a pergunta que me intriga: quem foi a primeira incendiária a ter essa ideia infeliz?
Deixando de lado o exagero das piadinhas como "preferia estar em casa fazendo comida", esse feminismo todo propagado não significou propriamente a luta pela igualdade de direitos. O feminino sofreu um abalo danado com o radicalismo das feministas. E ainda reclamam que os homens de hoje em dia não sabem mais qual é seu papel no mundo. Ora, as mulheres também não!
Essas feministas modernas não querem mais ter filhos porque isso atrapalharia sua carreira profissional. Não acham importante fazer um jantar legal para o marido porque cozinhar é coisa de escrava doméstica. E sabe o que é irônico nisso tudo? É que na hora da TPM e da cólica os homens têm de entender. E dividir a conta do motel a mocinha também não quer. Espancar o cara porque ele tava com outra pode, mas se ele revidar, dá-lhe Maria da Penha.
Essa fixação exagerada pela independência e igualdade já foi longe demais. Homens e mulheres são diferentes, sim! Físico, psicológico e emocionalmente. Não há nada de errado com os homens que abrem a porta do carro, pagam a conta e descem a escada na frente. Mulheres seguras, além de poderem pagar o jantar, terem aprendido a abrir a porta e usar o corrimão, sabem também que não são inferiores por aceitarem pequenas gentilezas. Com moderação, obviamente. Até porque, em algum momento, deve-se mostrar quem é o homem da relação - e deixá-lo se portar como tal.
Sendo assim, assina este manifesto uma mulher que sabe quem é e reivindica um pouco mais de elegância e delicadeza daquelas que são - ou pelo menos deveriam ser - doces e femininas por natureza.

Tudo uma questão de bom senso


Eis o assunto da grande polêmica: "Mulher gosta é de ser maltratada!" Tá aí. Quem nunca ouviu essa frase? Isso se você já não tiver sido o aspirante a sábio que a declarou com toda a convicção possível de um mero mortal. Acho super interessante ouvir as inúmeras teorias dos amigos. - Uns falam que mulheres gostam do que não têm. Outros têm certeza de que pra ganhar o amor de uma mulher, é necessário pisar bastante nela, ser indiferente, ignorar. Bem, para me livrar de uma total decepção, há os que entendem que, pra toda essa discussão, só existe solução no meio termo das opiniões extremistas:  nem frescura demais, nem estupidez.
Não, amigo. Mulher NÃO gosta de ser maltratada. Repare que eu disse "mulher", e não "adolescente imatura de doze anos (ou mais)". Mas você, como HOMEM, e não como qualquer moleque inexperiente e imaturo, deve saber que há uma diferença enorme entre maltratar e não encher o saco.
Quando você liga pra sua namorada/ficante trinta vezes por dia, fica perguntando o tempo inteiro onde e com quem ela está, você está sendo chato e inseguro. O resultado será um pé na bunda certeiro e definitivo. Mas ao invés de bancar o maníaco, você pode surpreende-la sendo um cara bem resolvido e não fazendo da rotina dela sua maior preocupação. Mulheres gostam de homens independentes psicologicamente.
Se você fica com a garota e depois disso resolve fingir que ela é invisível, você é um completo sem noção. Se você fica importunando a pobre coitada e se mostrando interessado demais, você perde a graça pra ela. Mas se você souber fazer o "charme" suficiente pra se tornar interessante, com certeza vai despertar a curiosidade do seu alvo.
Quando você briga com sua namorada e procura desesperadamente um lugar pra ir e fazer uma tonelada de merda (brigar com alguém, beber e ligar pra xingar a moça, se drogar e etc), você está sendo um cuzão. E se ligar chorando, fazendo draminha, contando os planos de um (im)possível suicídio ou qualquer coisa do gênero, está sendo um bundão, um bebezão, quase uma dama. O que é no mínimo vergonhoso caso você tenha mais de catorze anos. Não ligue, não pegue no pé, não sufoque. Deixe ela ter tempo de se preocupar com você e com o que você pensa, ao invés de obrigá-la a esquentar a cabeça imaginando qual será a merdinha que você vai fazer pra chamar a atenção.
O que realmente todo homem deveria saber é que, no final das contas, o que mais importa é ele saber ser realmente um homem. E homens são o que as mulheres procuram quando precisam de segurança. E se ele tiver uma cara e um jeito de "não ligo pra você", mas souber ser carinhoso nos momentos certos, excelente! 
Claro, ninguém é perfeito e não existe receita pra agradar todo mundo. Mas por favor, rapazes, tenham bom senso. O mundo anda precisando disso.

Perfume sem flores


Há quase dois meses minha mãe ganhou flores de presente no aniversário. Orquídeas brancas. Para falar a verdade, não entendo muito de flores. Mal sabia realmente como cuidaria dela, já que minha mãe nunca revelou aptidão para esse tipo de serviço. O fato é que a tal orquídea mudou minha rotina. Quando saía, ficava preocupada com a flor. Não pode ser regada muitas vezes, senão morre. Tenho uma irmã de sete anos e sei que criança adora afogar flores. Mandei deixar a flor por minha conta. "- Pode deixar que eu cuido dela.", falei com a certeza de que eu seria capaz. Acontece que, se não regar, a planta também morre.
Confesso, me preocupei. Olhar para o cantinho onde a flor havia sido colocada tornou-se mania. Ficou na cozinha - lugar estratégico. Depois que almoçava, lá ia conversar com a flor. Não intencionalmente. Ficava olhando as pétalas, folhas e, quando menos esperava, lá estava perguntando se a flor estava feliz. Dei até nome à ela: Tulipa. Eu queria um nome de flor, mas geralmente as pessoas não dão nome às flores. Então escolhi Tulipa, que acho um nome legal.No começo ela tinha um certo brilho, uma vida peculiar que exalava uma aura de simplicidade. Mas acho que não sou uma boa cuidadora de flores. A Tulipa não está muito bem. Tem murchado cada dia mais, perde o brilho e a rigidez. Rego, converso, já até coloquei comida lá - e nada. Como é difícil cuidar de uma vida, até quando são flores!
As coisas são mais ou menos assim para as pessoas. Às vezes abrimos mão da nossa tranquilidade em nome de um cuidado, um carinho. Mudamos nossos horários para atender as necessidades do outro, tentamos novas maneiras de agradar. Mas, às vezes, simplesmente não funciona. O carinho não é suficiente, o cuidado não é o correto, a necessidade não é suprida. A carência fica viva e não há mais muito o que fazer. Não adianta dar o que não se precisa. É preciso aprender!
Aprender que cuidar de alguém não é dar o que você acha que é ideal. É buscar saber o que é realmente necessário e o que é dispensável. É saber que carinho demais sufoca e de menos faz falta. Aprender que às vezes o que você tem não é o que o outro quer - cada um tem suas vontades, seus desejos, suas faltas. Mas, acima de tudo, aprender a cuidar de alguém implica aprender a cuidar de si. Saber que nem sempre é possível agradar, nem sempre é possível se entregar. Nessas horas, o melhor é aproveitar o perfume das flores que ainda há, porque assim como as flores murcham, as pessoas vão embora. Em você, o perfume que fica é a essência.

Desistir


Mas é que pensando bem, não sei se vale tanto a pena assim. Gostar de você mais do que de mim. Não vale a pena querer disfarçar o que tá na cara, nem inventar o que não existe. Pensando bem, há mais pessoas lá fora. Perdi um tempo danado achando que você era o único e, na verdade, você não é. Tanta gente lá fora fazendo de tudo pra me ganhar, e você aí, fazendo de tudo pra me perder.
Desisti, sabe? Você mexe comigo, sim. Mas não significa que eu tenho de abrir mão de todas as oportunidades que me aparecem, ainda mais por alguém que não mexe um pauzinho sequer pra fazer as coisas darem certo. Aquele negócio de amor unilateral não dá certo pra mim, entende? Sou apaixonada em palavras bonitas, mas não consigo viver sem um pouco de carinho de verdade. Porque amar quando tá tudo bem, é fácil. Difícil é se entregar de corpo e alma, pro que der e vier.

Liberdade sem hipocrisia



A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união civil entre homossexuais trouxe grande polêmica em todos os cantos do Brasil. A partir dessa decisão, casais gays passam a ter direitos como pensão por morte ou separação, herança e declaração compartilhada do Imposto de Renda.  O fato gerou protestos e discussões, o que é (ou pelo menos deveria ser), com toda certeza, motivo de indignação.
Vivemos num país onde pessoas ainda sofrem com a miséria. O trabalho infantil gera adultos analfabetos. A falta de saneamento assola comunidades inteiras. A violência não para, o trânsito está um caos, a corrupção a mil por hora. E os vereadores lá na Câmara, discutindo, às custas do salário pago com o dinheiro público (que abrange os homossexuais), a liberdade de manifestação  de uma escolha um tanto quanto privada: a união de pessoas do mesmo sexo.
Que tipo de sociedade retrógrada e ultrapassada é essa que só considera como entidade familiar um lar onde vive um casal de heterossexuais com seus filhos? Aliás, não é contraditório demais afirmar e proteger todo esse tradicionalismo enquanto vivemos num país onde existem milhares de mães solteiras, crianças criadas pelos avós, filhos que nunca conheceram a mãe, e mesmo assim fazem das pessoas que têm presentes em sua vida, sua família? Dizer que uma criança que tem pais ou mães homossexuais possui uma família incompleta - ou inexistente-, é afirmar que uma criança cuidada só pela mãe também não possui uma família inteira. E quem irá dizer o que é completo ou não? Uma família completa (e suficiente) é aquela onde há amor, carinho, educação e princípios – e isso independe da orientação sexual de seus integrantes.
O que há de mais incompreensível na questão acerca da união homoafetiva é: por que heterossexuais, que nunca tiveram sua orientação sexual questionada ou reprimida, e nunca sofreram nenhum tipo de interferência  judicial nas questões que envolvem sua vida pessoal e conjugal, se incomodam tanto com a legalização da união civil entre homossexuais? Ninguém está querendo implantar uma “ditadura gay” no Brasil. O grupo de beligerantes que se posiciona contra o reconhecimento dos direitos dos casais gays, deveria procurar, na mesma Constituição Federal em que tenta buscar objeções a união de pessoas do mesmo sexo,  as evidências do  direito à dignidade da pessoa humana, bem como à igualdade e ao veto ao preconceito.
A orientação sexual de uma pessoa não define sua humanidade. Os direitos humanos são para todos os humanos, e isso abrange as minorias. Já passou da hora da liberdade sexual e, principalmente, social dos homossexuais ser reconhecida.

Cuidando do meu jardim

Eu sei que abri mão de várias oportunidades. Sei que muitas vezes não dei valor ao amor que me deram de maneira pura, gratuita e sincera. Talvez por egoísmo, talvez por falta de maturidade ou por simples mau humor. Mas as pessoas são assim. Ignoram o que há de mais bonito e verdadeiro por desatinos e preguiça de lidar com coisas mais sérias. Porque viver ignorando a importância das coisas às vezes é bem mais fácil. Dá menos trabalho. Eu me arrependi algumas vezes, e ainda me arrependo. Mas também aprendi que cuidar de flores é para poucos, e requer paciência e tempo de aprendizado. E eu vou tentando, porque um dia eu sei que chego lá.

Sem demora

Dizem que a gente só dá valor nas coisas quando a gente perde. Durante algum tempo, eu tive medo de que eu aprendesse isso da pior maneira possível: perdendo você. Não por não te dar valor, mas por não saber entender o valor do que você era pra mim. Mas por algum ótimo motivo, nada disso precisou acontecer. Existe uma fase na minha vida em que eu tento organizar minhas ideias e entender o que eu sinto. Hoje eu tô aqui, esperando você voltar da sua quase-viagem com a certeza de que eu não precisei te perder pra perceber o quanto você é essencial pra mim. 
Eu juro não perder uma oportunidade sequer de te deixar nascer dentro de mim, todos os dias. Porque quando eu acordar, é em você que eu quero pensar, é com você que eu quero falar, é pra você que eu quero olhar. Já que agora você habita meu coração, espero que permaneça. Eu tô feliz por você estar aqui comigo de algum jeito, mesmo quando tá longe. Eu tô feliz por ser sua e você ser meu. Eu tô feliz por estar sentindo saudades e saber que você vai voltar pra mim. Vê se não demora. 

Aprender a lutar

Quando a gente tá sofrendo, dói. Dói muito e a gente pensa que a dor não vai passar. Mas depois que você enxuga as lágrimas e vê um novo dia nascendo, você percebe que todo sofrimento é, também, um aprendizado. E esse aprendizado é o escudo que vai te proteger no futuro. É a arma que vai te deixar mais prudente e seguro, a força que vai te fazer crescer. E quando você já tá calejado, não é qualquer coisa que te derruba. Por isso, mesmo que esteja doendo, continue lutando. Não desista do que você quer, mesmo que pareça impossível. Não abaixe a cabeça, mesmo se estiver doendo ficar de pé. Porque a dor passa, a vida segue e, suas experiências, ninguém pode tirar de você.

Homens e Machos: conheça a diferença


Não há nada mais idiota no mundo do que o totalitarismo exacerbado e machismo descontrolado.
Tem homem que gosta de mostrar que é macho. Gosta de arrotar alto, cuspir no chão, dizer bobagens, falar mais alto do que o necessário. Gosta de pegar 43 garotas numa festa só e ainda falar mal de todas elas no dia seguinte. “ – Fulana é vadia, Aquela lá não vale nada, Aquela outra foi fácil pegar!” Tudo o que há de mais broxante para uma mulher. O macho parece querer a todo custo se assemelhar a um primata, de hábitos grotescos e incompreensíveis. Deveria haver um indicador que revelasse a existência desse tipo de ser assim que ele se formasse.
Homem de verdade sabe ser macho na medida exata. O desejo diabólico, a vontade sem medida, as provocações, tudo é permitido. Homem que virou homem, sabe que para amar uma mulher é necessária a safadeza, a falta de vergonha, a firmeza. Mas sem sinceridade, tudo isso vira só... “macheza”. Se a sinceridade não acompanhar a ânsia, tudo não vai passar de uma peça teatral. Se o respeito não acompanhar o apetite, o máximo que você vai conseguir é a monotonia. Porque mulheres são mulheres, em qualquer lugar do mundo. Mulheres se excitam mais com uma frase sussurrada no ouvido do que com uma mão inesperada na bunda dela. Mulheres desenvolvem os desejos mais selvagens a partir de um olhar profundo, e não quando ouvem um “ – Gostosa!” enquanto caminham. Mulheres valorizam mais o mistério da conquista do que a chegada da recompensa.
Enquanto os homens costumam colocar o tamanho da sua máquina e o seu desempenho sexual como fatores imprescindíveis para que uma mulher fique com eles, para ela, o que realmente importa, é a presença. Não é a toa que muitas topam ficar com amantes razoáveis desde que sejam presentes. Enquanto os homens buscam a certeza de que são bons de cama, as mulheres buscam apenas um homem. Um homem, não um menino.
Mas a boa notícia é que, na maioria das vezes, os meninos um dia crescem, e após se firmarem como homens, e perderem a necessidade de provar o que são, permitem-se experimentar coisas que antes condenavam, como por exemplo, DAR. Dar sinceridade, amor, paciência, respeito, tempo, convivência, uma mensagem de boa noite, uma ligação no meio da madrugada, um “eu te amo” inesperado. Uma hora, os homens acabam descobrindo que não é a mulher que “dá” sozinha. Sexo, casamento, namoro, é entrega dupla, mútua, igual. É onde só há o totalitarismo saboroso e o descontrole cedido.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sem você


Às vezes nem dá pra acreditar em como nossa história terminou. Eu que achei que o que a gente tinha era tão bonito, tão especial, agora só tenho certeza das lembranças do que um dia existiu. E eu só me pergunto por que é que tinha que ser assim... Por que você tinha que parar tão longe de mim se a gente dizia se amar tanto? Por que o orgulho foi tão maior que a amizade que a gente tinha, a ponto de nos separar mais do que qualquer distância poderia? 
Eu vivo bem sem você, confesso. Hoje eu tenho alguém que me dá o carinho e a atenção que você nunca deu, não sei se por falta de vontade ou de jeito. O fato é que sentir saudade não é proibido, nem mesmo pelo meu orgulho. E eu sinto. Não posso negar que você foi único pra mim. O seu sorriso era único, seu jeito crianção, sua falta de jeito pra falar e elogiar, seus defeitos, seus abraços... Todos únicos. E por isso eu me sinto no direito de sentir sua falta, apesar de não te querer mais. Doía muito ter você. Só não sei se doía mais do que não ter. 
Hoje eu sei que existem muitas pessoas melhores que você. Mas foi você que eu amei, foi de você que eu queria cuidar pra sempre e foi com você que eu imaginei estar daqui cinqüenta anos. Mas não deu, né? Eu te mandei embora, e você foi. E quer saber? Eu não vou te chamar de volta. Porque hoje não existe mais espaço pra você na minha vida. Eu chorei de saudade, sua falta me doeu fisicamente. Apertou o peito. Cinco meses sem contato nenhum com você parecem ser cinco anos. Mas eu tenho superado isso. Imagino que com muita mais dificuldade do que você, se é que teve alguma. Mas isso não me importa mais. Só sei que toda a tristeza que antes era gigante, hoje já não me assusta. Sou capaz de me sentir leve, mesmo sem você. Quem diria...

Desafogo

Às vezes eu me sinto sucumbir. Talvez eu seja intensa demais pra essa vida. Ou talvez seja drama, exagero - só um monte de bobagem que fiz questão de enxergar maior. Mas eu sei que foi assim que encontrei um jeito de seguir em frente. As verdades sórdidas já me maltrataram tanto e, quer saber? Hoje sinto que não me acostumei, nem nunca vou me acostumar. Eu que já quis tanto fechar o peito pra tudo o que acontecia em volta, ignorar as fraudes do mundo, fingir de cega e forte, enfim descobri que ser fria não é pra mim. Eu sinto, eu choro, eu me desespero. E no momento é assim que eu tô: perdida.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Love will tear us apart


Vim aqui pra dizer que eu desisto de você. Não porque eu tô brava, magoada, nada do tipo. Não porque eu não te amo mais ou porque não quero mais você na minha vida. A questão é que eu não consigo mais colocar tanto conteúdo onde não há capacidade para ele. Acho que eu até devo desculpas por, talvez, ter te sufocado demais com esse carinho enorme que eu sinto por você. Nunca foi minha intenção te pressionar, te preocupar ou te fazer sentir responsável por nenhum dos meus numerosos dramas. Eu sei que às vezes sou dramática demais, intensa demais, inconstante demais, louca demais. Mas é que eu não suporto meio termos, entende? É por isso que eu venho, sem nenhuma pretensão ou desejo de manipulação, dizer que, já que não posso ser tudo, prefiro ser nada.
Talvez o nosso problema tenha sido... incompatibilidade. É como uma vez li em algum lugar: eu fui a tempestade enquanto você era apenas um copo d'água. E eu não te culpo por isso. Ninguém é obrigado a estar em sintonia com os pensamentos e sentimentos de outra pessoa - você também não é. Você tem o seu jeito, eu tenho o meu e, assim como você, não estou disposta a mudar. Eu já tentei melhorar muita coisa em mim, mas também já aprendi que sem meus defeitos, eu não sou eu. E por mais que você tenha sido uma das pessoas que eu mais gostei na vida - e entenda, ainda gosto -, eu não posso abrir mão de mim por você. Você no meu lugar também não abriria, não é mesmo?
Uma vez eu te disse que você é superficial, lembra? Pois então. Superficialidade, pra mim, é não saber abrir mão um pouquinho do orgulho que se tem pra ir trás do que se preza. É não mexer um pauzinho sequer pra tentar melhorar as coisas quando tá tudo uma merda. E por favor, tente compreender, eu fiz tudo o que eu pude por você. Eu quase surtei nos últimos meses só de pensar em como seria minha vida quando você fosse embora. E sabe o que você fez? Achou ruim. Me achou dramática, desesperada, ou sei lá o que você pensou mais. Eu queria muito tentar escrever algo sem ter que despejar milhões de críticas em você. Mas se isso não mostra ingratidão ou indiferença, mostra, no mínimo, uma infantilidade enorme da sua parte.
Na semana passada eu sumi por quatro dias. E nesse período a gente não se falou uma única vez. Você reclama às vezes da maneira como eu trato e ajo com as pessoas e, finalmente, eu acho que você tem razão. Porque se o justo a se fazer é tratar as pessoas com reciprocidade, eu nunca deveria ter te tratado como prioridade. Eu nunca fui uma na sua vida... E naquela sexta-feira, lá na sua casa, eu não chorei do nada. Eu chorei porque olhei pra você e percebi tudo isso. Percebi que enquanto eu ficar mal por te perder, você vai me perder e vai só aceitar, porque é só isso que você sabe fazer. Percebi que uma semana foi suficiente pra fazer a gente se tratar como estranhos. O que meses e anos vão fazer com o que a gente chama de amizade? Percebi que eu te amo demais, mas cansei de ir atrás. Esse texto é pra isso: pra dizer que você tá livre de todos os nós que eu te fiz. Quando quiser, eu vou estar aqui. Mas não me trate como obrigação - trate como opção. Juro que depois de tantas, é a última coisa que eu te peço.