Não há nada mais idiota no mundo do que o totalitarismo exacerbado e machismo descontrolado.
Tem homem que gosta de mostrar que é macho. Gosta de arrotar alto, cuspir no chão, dizer bobagens, falar mais alto do que o necessário. Gosta de pegar 43 garotas numa festa só e ainda falar mal de todas elas no dia seguinte. “ – Fulana é vadia, Aquela lá não vale nada, Aquela outra foi fácil pegar!” Tudo o que há de mais broxante para uma mulher. O macho parece querer a todo custo se assemelhar a um primata, de hábitos grotescos e incompreensíveis. Deveria haver um indicador que revelasse a existência desse tipo de ser assim que ele se formasse.
Homem de verdade sabe ser macho na medida exata. O desejo diabólico, a vontade sem medida, as provocações, tudo é permitido. Homem que virou homem, sabe que para amar uma mulher é necessária a safadeza, a falta de vergonha, a firmeza. Mas sem sinceridade, tudo isso vira só... “macheza”. Se a sinceridade não acompanhar a ânsia, tudo não vai passar de uma peça teatral. Se o respeito não acompanhar o apetite, o máximo que você vai conseguir é a monotonia. Porque mulheres são mulheres, em qualquer lugar do mundo. Mulheres se excitam mais com uma frase sussurrada no ouvido do que com uma mão inesperada na bunda dela. Mulheres desenvolvem os desejos mais selvagens a partir de um olhar profundo, e não quando ouvem um “ – Gostosa!” enquanto caminham. Mulheres valorizam mais o mistério da conquista do que a chegada da recompensa.
Enquanto os homens costumam colocar o tamanho da sua máquina e o seu desempenho sexual como fatores imprescindíveis para que uma mulher fique com eles, para ela, o que realmente importa, é a presença. Não é a toa que muitas topam ficar com amantes razoáveis desde que sejam presentes. Enquanto os homens buscam a certeza de que são bons de cama, as mulheres buscam apenas um homem. Um homem, não um menino.
Mas a boa notícia é que, na maioria das vezes, os meninos um dia crescem, e após se firmarem como homens, e perderem a necessidade de provar o que são, permitem-se experimentar coisas que antes condenavam, como por exemplo, DAR. Dar sinceridade, amor, paciência, respeito, tempo, convivência, uma mensagem de boa noite, uma ligação no meio da madrugada, um “eu te amo” inesperado. Uma hora, os homens acabam descobrindo que não é a mulher que “dá” sozinha. Sexo, casamento, namoro, é entrega dupla, mútua, igual. É onde só há o totalitarismo saboroso e o descontrole cedido.
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